Por Adryelle Valgas e Mateus Cintra
“É muito importante compreendermos qual é o nosso papel enquanto cidadãos e formadores de opinião frente às chamadas fake news”. Para Rodrigo Amorim, professor em cursos de pós-graduação e mestre em comunicação e pesquisador pela Faculdade Cásper Líbero, “podemos formular novas práticas para evitar o compartilhamento de notícias falsas”.
Especialista em Branding, com 15 anos de experiência em projetos na área de comunicação tanto para empresas nacionais quanto para multinacionais, Amorim ressaltou durante a palestra “FAKE NEWS! Mecanismos, preocupações e precauções”, na Semana de Comunicação e Mídias Sociais Digitais da Belas Artes, que a parte técnica do funcionamento das Fake News tem como base entender que fazem parte de uma indústria organizada.
As fake news buscam por momentos favoráveis para disseminar alguma notícia de caráter duvidoso. São informações com potencial para serem compartilhadas rápida e propositalmente fora do contexto.
Especialista em Branding, com 15 anos de experiência em projetos na área de comunicação tanto para empresas nacionais quanto para multinacionais, Amorim ressaltou durante a palestra “FAKE NEWS! Mecanismos, preocupações e precauções”, na Semana de Comunicação e Mídias Sociais Digitais da Belas Artes, que a parte técnica do funcionamento das Fake News tem como base entender que fazem parte de uma indústria organizada.
As fake news buscam por momentos favoráveis para disseminar alguma notícia de caráter duvidoso. São informações com potencial para serem compartilhadas rápida e propositalmente fora do contexto.
Frente à responsabilidade de se posicionarem contra as fake news, empresas passam a tomar medidas preventivas para impedir perda de valor no mercado e impedir o compartilhamento de conteúdos que colocam em cheque a saúde das redes. O Facebook recorre à mídia tradicional e se aproxima de empresas de checagem de dados. Uma das medidas tomadas se baseia na remoção de perfis falsos. O Whatsapp, por outro lado, muda suas regras de compartilhamento para despertar o consentimento de não compartilhar Fake News. Já o Twitter desenvolveu um mecanismo que varre os robôs da rede e compartilha a fonte oficial da notícia.
Vivemos em uma era da pós-verdade, um momento delicado da história devido ao papel que a crença alcança na era digital, período de intensa polarização, bolhas e discurso de ódio, episódios propícios para a formação do que chamamos de “efeito manada”: um grupo de indivíduos reage de maneira semelhante, mesmo que de forma irracional, apenas por causa da pressão exercida pelo grupo. Com isso, passamos a dar mais importância ao que o grupo acredita. “Alguns grupos acreditam no que acreditam e não há possibilidade de mudar esse pensamento”, afirma o palestrante. Exclui-se o diálogo e tudo se resume à paixão. Por isso, temos todas as fraquezas que nos levam a compartilhar uma informação sem a certeza de ser fato ou fake.
As fake news necessitam gerar razões para acreditarmos, portanto, se valem do caos e de sentimentos como o medo e o pânico. Além disso, muitas estão na linha do lúdico, da brincadeira, e dialogam diretamente com o público. "Nessa linha, a Fake News fura a fila do que é chato e parte do cotidiano e aguçam para algo fantástico", explica Rodrigo. Há um lado que quer acreditar e que impede a iniciativa de checar os fatos. É necessário ter essa opção para não nos tornarmos um agente útil para esse mecanismo.



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